UA-105570769-2
 

''Me deparo com a arte abstrata de alguém que fala o difícil de dizer. Diante de uma arte que não basta se colocar na postura do “eu gosto” ou do “eu não gosto”. Ela exige mais do observador porque traz uma estética que convida ao interno e íntimo.

Uma arte que permite mergulhar no inconsciente, levando a lugares onde podem haver as verdades mais profundas da condição humana. Aquilo que é desconhecido em nós mesmos.

A experiência da arte acontece por meio da contemplação. Na arte abstrata, a realidade não é a representação das coisas, mas sim as suas próprias sensações. Extrai percepções em estado puro.

Sanidade Subjetiva, primeira obra da série, provoca o que o título sugere, Inquietações. Traz a potência da imaginação do artista na representação de lugares afetivos que podem e devem ser retratados.

Vicenzo Smntt se liberta da aparência da realidade e apresenta sua maneira de ver o mundo que o cerca. Com formas geométricas, contornos irregulares, linhas retas e curvas reunidas em combinações variadas. Nestas composições, procura o equilíbrio de peso visual e valor cromático. Utiliza signos plásticos como elementos simbólicos que acabam por estar na mente de muitos leitores, tornando-se interessante e apresentando muitas possibilidades de significação.

Seu fazer artístico arrisca-se para fora do cerco das regras sociais e é substituído por conceitos em uma linguagem que serve para transmitir mensagens.

Na busca da expressão artística, Vicenzo absorve o vivido, internaliza, ressignifica e cria mudanças. Mudanças no olhar, nas perspectivas e no propósito do viver. Atento ao seu redor e sensível a sua realidade, o artista segue com cores vivas dando sentido aos impulsos da resistência e da sobrevivência''.

‘’I am faced with the abstract art of someone who speaks what is difficult to say.

Saying whether “I like it” or “I don't like it” would be enough to describe his art and even a bit obvious. His work demands more from the observer because it brings an aesthetics that invites to the internal and intimate. It’s an art that allows you to dive into the unconscious, leading you to places where there might be the most profound truths of the human condition. What is truly unknown in our own selves. The experience of art happens through contemplation. In abstract art, reality is not the representation of things, but their own sensations. It extracts perceptions in a pure state. Subjective Sanity, the first work in the series, provokes what its title suggests: Restlessness. It brings the power of the artist's imagination to represent affective places that can and must be portrayed.

Vicenzo Arendt frees himself from the appearance of reality and presents his way of seeing the world around him. With geometric shapes, irregular contours, straight lines and curves brought together in various combinations. In these compositions, he seeks a balance of visual weight and chromatic value. Vicenzo uses plastic signs as symbolic elements that eventually are in the minds of many readers / appreciators, therefore they become interesting and present many possibilities of meanings.

His artistic practice rises outside the siege of social rules and is replaced with concepts in a language that serves to convey messages.

In the search for artistic expression, Vicenzo absorbs what he has lived, internalizes, refreshes and creates changes. Changes in his work, perspectives and purposes of living. Attentive to his surroundings and sensitive to his reality, the artist continues with bright colors giving meaning to the impulses of resistance and survival’’.